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Correios ampliam prejuízo para R$ 3,2 bilhões no 1º trimestre


Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, valor 82,3% superior ao observado no mesmo período do ano passado. O resultado reforça a crise financeira da estatal, que já havia acumulado perdas recordes de R$ 8,5 bilhões em 2025.


Segundo o balanço da empresa, o desempenho negativo foi influenciado pela queda das receitas, aumento das despesas financeiras e pela revisão de provisões para ações judiciais.


A receita bruta somou R$ 4,04 bilhões, uma redução de 2,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Entre os segmentos que mais recuaram estão as encomendas (-5,5%) e as postagens internacionais (-60,3%).


Um dos principais impactos no resultado foi o reconhecimento de R$ 1,06 bilhão em provisões para processos trabalhistas. Com a atualização, o total reservado para contingências judiciais passou de R$ 3,6 bilhões para R$ 4,66 bilhões.


As despesas financeiras também pressionaram as contas da estatal, saltando de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões em um ano, reflexo dos financiamentos contratados para sustentar o plano de recuperação financeira.


Apesar do prejuízo, os Correios reduziram custos operacionais. As despesas com produtos e serviços caíram 7,6%, enquanto os gastos com pessoal recuaram 4,1%, impulsionados pelo Programa de Demissão Voluntária (PDV).


Outro indicador que chamou atenção foi o aumento das indenizações por atraso na entrega de encomendas, que passaram de R$ 2 milhões em março de 2025 para R$ 30,5 milhões em março deste ano.


Desde setembro de 2025, sob a presidência de Emmanoel Rondon, a estatal executa um plano de reestruturação que inclui corte de despesas, revisão de contratos, venda de imóveis, modernização tecnológica e busca por novas fontes de receita. A expectativa da empresa é voltar a registrar resultados positivos a partir de 2027.


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© 2022 por Fabio China

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