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Entidades financeiras defendem atuação do Banco Central no caso Master

Brasil


Quatro entidades que representam bancos, financeiras e fintechs divulgaram neste sábado (27) uma nota conjunta em defesa da atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master. O documento pede a preservação da autonomia e da autoridade técnica do regulador diante de questionamentos sobre as decisões adotadas no caso.


Assinam a nota a ABBC, a Acrefi, a Febraban e a Zetta, que juntas representam mais de 100 instituições e cerca de 98% dos ativos do sistema financeiro. As entidades afirmam que um regulador técnico e independente é essencial para a estabilidade do sistema e alertam que a revisão de decisões prudenciais por outros órgãos pode gerar insegurança jurídica, instabilidade regulatória e perda de confiança.


O texto reconhece o papel do Judiciário na análise de aspectos legais, mas defende que o mérito técnico das decisões do BC seja preservado. Segundo as associações, enfraquecer a autoridade do regulador pode trazer riscos à economia, a depositantes e investidores. Elas destacam ainda o caráter preventivo da supervisão do BC e citam o baixo número de crises bancárias recentes, mesmo em períodos como a crise de 2008 e a pandemia.


Em nota separada, a Anbima também manifestou apoio à autonomia do Banco Central, afirmando que decisões de liquidação são técnicas e que sua reversão comprometeria a confiança no sistema financeiro.


As manifestações ocorreram no mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli, do STF, manteve a realização de uma acareação no inquérito que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master. A audiência, marcada para terça-feira (30), reunirá representantes do Banco Central, o controlador do Master e o ex-presidente do BRB. O processo corre sob sigilo no Supremo.

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© 2022 por Fabio China

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