Fachin dá 72 horas para Mendonça se manifestar sobre afastamento do diretor-geral da PF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, deu prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o recurso da AGU (Advocacia-Geral da União) contra a decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, segundo informações da Folha de S.Paulo.
A AGU recorreu na terça-feira (8) e pediu, em caráter de urgência, que Fachin suspenda a decisão de Mendonça. O órgão argumenta que cabe exclusivamente ao presidente da República nomear e exonerar o diretor-geral da PF e afirma que o afastamento provoca “grave lesão à ordem pública e administrativa”.
Mendonça afastou Andrei após a PF produzir um relatório interno que serviu de base para uma manifestação do ministro Alexandre de Moraes pela abertura de investigação contra o próprio Mendonça. O documento levantou suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crimes de responsabilidade na condução de casos envolvendo o Banco Master e o INSS.
Na decisão, Mendonça classificou o relatório como “surreal” e “inimaginável” e afirmou que ele indicaria que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram monitorados pela PF por pelo menos 30 dias.
O relatório também acusou Mendonça de tentar direcionar investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apontando suposta quebra de imparcialidade e favorecimento político.







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