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Moraes vota por condenar Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe

Atualizado: 10 de set.

Brasil

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta terça-feira (9) o primeiro voto pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista. O julgamento, inédito na história do Brasil, envolve um ex-presidente e oficiais de alta patente das Forças Armadas acusados de atentar contra a democracia, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão. A votação da Primeira Turma deve terminar na sexta-feira (12).


Moraes, relator do caso, apresentou um voto de cinco horas com duras críticas aos réus, que foram comparados a “terroristas” e membros do PCC. Ele afirmou que o grupo liderado por Bolsonaro tentou instaurar uma ditadura por não aceitar o resultado das eleições. “Não é possível banalizar o retorno a momentos obscuros da história”, declarou.


Além de Bolsonaro, são réus Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Alexandre Ramagem, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier e Mauro Cid. Moraes é figura central no processo, tendo conduzido o inquérito e os interrogatórios.


O ministro destacou provas como declarações golpistas, ataques ao Judiciário e à Justiça Eleitoral, além da reunião de Bolsonaro com embaixadores, em 2022, que já havia levado à sua inelegibilidade. Segundo Moraes, essa reunião foi uma tentativa de submeter o país a interesses estrangeiros, em crítica velada a Donald Trump, que impôs sanções ao ministro em retaliação ao julgamento.


A denúncia é amparada em provas consideradas incontestáveis, como notas oficiais e ações do PL questionando as eleições. Para Moraes, absolver Bolsonaro seria contradizer todo o entendimento já firmado pelo STF nos julgamentos dos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.


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© 2022 por Fabio China

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