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CNJ acaba com aposentadoria compulsória como punição máxima para juiz


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou na terça-feira (4) uma nova resolução que acaba com a aposentadoria compulsória como punição disciplinar máxima para magistrados. A medida prevê a possibilidade de perda do cargo em casos de infrações graves, como venda de sentenças e assédio moral ou sexual.


Pelas novas regras, juízes condenados em Processo Administrativo Disciplinar (PAD) poderão ser colocados em disponibilidade para posterior perda do cargo. A exoneração, no entanto, dependerá de decisão judicial, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).


Durante a sessão, o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que a mudança representa um novo tratamento para infrações disciplinares na magistratura. Em 20 anos de atuação, o conselho aplicou 126 punições de aposentadoria compulsória.


Até então, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) previa a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais como sanção mais grave, permitindo que magistrados continuassem recebendo remuneração mesmo após condenação pelo CNJ.


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© 2022 por Fabio China

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