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Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula, diz jornal

há 5 horas
2 min de leitura

A Polícia Federal identificou mensagens que indicam que a lobista Roberta Luchsinger ordenou pagamentos a dois servidores ligados ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS): Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto da pasta, e José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial do ministro Wellington Dias. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.


Segundo a PF, os pagamentos ocorreram em 2 de junho de 2023. Roberta teria orientado o operador financeiro Ulisses Barbosa a retirar R$ 60 mil em espécie de sua residência e distribuir o valor em três contas. Entre os destinatários estavam Ranniêr, Martinho e, segundo a investigação, a mãe da filha de Martinho.


As conversas encontradas no celular de Roberta mostram que Barbosa demonstrou preocupação com possíveis alertas bancários para movimentações acima de R$ 50 mil. Os depósitos foram realizados no mesmo dia e os comprovantes foram localizados pela PF.


As novas informações se somam a um pagamento de R$ 217 mil já identificado pela investigação, feito por Roberta ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.


A PF também investiga a possível relação dos pagamentos com negócios envolvendo o MDS. Seis meses depois dos repasses, a pasta contratou, por R$ 31,2 milhões, a empresa 3Structure, cujo empresário Cléber Ribas era representado por Roberta. O contrato recebeu posteriormente um aditivo de R$ 2,7 milhões e, em abril deste ano, o ministério firmou novo contrato com a empresa por R$ 19,2 milhões.


Mensagens de junho de 2023 mostram Roberta dizendo a Ribas que estava “resolvendo” um problema dele com Ranniêr. Registros do MDS apontam que Roberta visitou a pasta ao menos 17 vezes entre janeiro de 2023 e maio de 2024 e que Ranniêr a recebeu em seis ocasiões.


A investigação também encontrou diálogos que indicam que Roberta mantinha mais de R$ 500 mil em espécie guardados em malas. Em outro episódio, ela teria ordenado a entrega de R$ 193 mil a Fernando Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A defesa de Bittar negou o recebimento.


A defesa de Lulinha afirmou que ele não tem relação com os fatos investigados. O advogado de Roberta disse desconhecer as conversas e criticou o vazamento de informações sob sigilo. A defesa de Ribas também negou irregularidades e afirmou que os contratos da 3Structure com o governo seguiram as normas de contratação pública.


A PF mantém três inquéritos para apurar suspeitas envolvendo Roberta e Lulinha no governo federal, relacionados a negócios com órgãos públicos e suposto tráfico de influência.


Com informações de O Estado de S. Paulo.

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© 2022 por Fabio China

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