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Mendonça acusa Moraes de direcionar investigação no STF

há 6 horas
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o também ministro Alexandre de Moraes cometeu abuso de autoridade e direcionou uma investigação ao requisitar, de ofício, relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) sobre sua atuação como relator do caso Master.


A manifestação foi enviada na terça-feira (22) ao presidente do STF, Edson Fachin, último dia do prazo para Mendonça apresentar sua defesa no processo aberto após pedido de Moraes.


Segundo Mendonça, os relatórios encaminhados por Moraes são documentos sem identificação de autoria, data, assinatura ou timbre da PF e contêm ressalvas sobre sua validade probatória. Para o ministro, Moraes não explicou como tomou conhecimento dos documentos e teria incluído seu nome no Inquérito das Fake News sem suspeita prévia.


Mendonça também afirmou que Moraes teria usurpado a competência do plenário do STF ao promover uma investigação contra um ministro da Corte. Ele classificou a iniciativa como abuso de autoridade e tentativa de intimidá-lo e obstruir a Justiça.


A crise entre os ministros começou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Operação Compliance Zero. O documento registra 52 mensagens que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, teria enviado a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando foi preso.


Entre as mensagens, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, ele aparenta buscar informações sobre uma operação policial que poderia resultar em sua prisão.


Moraes, por sua vez, afirmou que a investigação da PF relatada por Mendonça foi “inconstitucional e ilegal” e encaminhou os relatórios de inteligência ao presidente do STF.

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© 2022 por Fabio China

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