Trump cita PCC e CV e diz que Brasil não conseguiu enfrentar facções

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo brasileiro precisa intensificar o combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), classificados pelos EUA como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). A crítica consta em documento anual enviado ao Congresso americano na última terça-feira (15), que avalia países relacionados ao trânsito e à produção de drogas ilícitas.
Segundo Trump, o Brasil não teria enfrentado de forma suficiente as duas facções, que, na avaliação do presidente americano, transformaram o país em um centro dos fluxos globais de cocaína. Ele defendeu que o governo brasileiro adote medidas mais agressivas contra os grupos.
A designação do PCC e do CV como organizações terroristas foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA em 28 de maio e entrou em vigor em 5 de junho. A medida amplia as possibilidades de sanções e de ações contra pessoas e entidades ligadas às facções.
O governo brasileiro contestou a classificação e afirmou que o combate ao crime organizado deve ser conduzido pelo Brasil, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.
Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) rejeitou as acusações de falhas ou omissões e citou ações recentes de combate ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, e o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio. A pasta também destacou operações federais e a cooperação entre Brasil e EUA no enfrentamento ao crime transnacional.
Apesar das críticas, o Brasil não aparece entre os países classificados por Washington como aqueles que “falharam de maneira demonstrável” no cumprimento de obrigações internacionais de combate às drogas. Também não está na lista dos principais países de trânsito ou produção de entorpecentes.
No documento, Trump elogiou governos de países como Argentina, Equador e El Salvador e citou mudanças políticas recentes na Bolívia, Colômbia e Peru como fatores positivos na cooperação antidrogas. Ao mesmo tempo, fez críticas a México, Canadá e China, cobrando medidas adicionais contra o tráfico de drogas e a produção ou exportação de substâncias usadas na fabricação de entorpecentes sintéticos.







Comentários