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União Europeia suspende carnes do Brasil; entenda impacto e próximos passos

4 de set.
2 min de leitura

A União Europeia iniciou, nesta quinta-feira (3), a suspensão da entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros. A medida afeta carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, e pode comprometer até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.


O bloqueio está relacionado às regras europeias para o uso de antimicrobianos na produção animal. Segundo a UE, os mecanismos brasileiros de controle e rastreabilidade dessas substâncias não oferecem garantias suficientes de que as exigências do bloco estejam sendo cumpridas.


A medida não foi adotada após a identificação de contaminação ou irregularidades sanitárias em produtos brasileiros. Portanto, o bloqueio não significa que as carnes ou outros alimentos tenham sido considerados impróprios para o consumo. A restrição está ligada aos sistemas de controle utilizados durante a produção.


A carne bovina e a de frango estão entre os setores mais afetados. Apenas a carne bovina movimentou cerca de US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras para a União Europeia em 2025. O mercado europeu é considerado estratégico, principalmente pela compra de cortes de maior valor agregado.


O governo brasileiro contesta a avaliação europeia e afirma que a legislação nacional já restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. O país também apresentou um novo protocolo de rastreabilidade, que prevê o acompanhamento dos animais desde o nascimento até o abate.


A suspensão pode ser revertida. Técnicos da União Europeia realizam uma auditoria no Brasil sobre as cadeias de produção de frango e mel, com previsão de conclusão nesta sexta-feira (4). Depois, os resultados serão analisados pelas autoridades europeias.


A retomada das exportações de frango pode ocorrer mais rapidamente, devido ao curto ciclo de produção, de cerca de 45 dias. No caso da carne bovina, a adaptação pode levar mais tempo, já que o novo sistema exige o rastreamento do animal durante todo o ciclo de vida.


Enquanto aguarda uma decisão da UE, o Brasil busca alternativas para redirecionar parte da produção a outros mercados. O bloqueio europeu também não impede as exportações brasileiras de produtos de origem animal para países que continuam autorizados a receber essas mercadorias.

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© 2022 por Fabio China

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